Custo da menina na Tailândia

Por que os turistas vêm mudar de andar na Tailândia. Sabe-se que a demanda cria oferta. Na Tailândia, muitos querem fazer uma transição de gênero. Agora no reino há oficialmente mais do que pessoas transgênero 10 000. Cirurgiões da Tailândia têm uma vasta experiência e estão constantemente melhorando suas habilidades. Hotel na Tailândia Sea Breeze Beach Karon, localizado em Phuket, conhecida por sua qualidade de serviço e incrivelmente bela paisagem ao redor. Ele está localizado na parte central da praia chamada 'Karon', a 10 km da praia 'Patong', famosa pela sua animação nocturna emocionante. O aeroporto da cidade fica a 40 minutos de carro do hotel. A estrutura, o esqueleto da casa custou seis mil dólares. O baixo custo dos materiais de construção na Tailândia ajudou bastante. Estrutura básica concluída, foi de seguida pintada. O custo total foi de nove mil dólares. E ficou uma casa com um ar muito tropical, perfeitamente enquadrada no local onde foi construída. Então o rei, para deixar de sentir medo e proteger os seus, mandou construir uma muralha com a sua cidade e o seu povo lá dentro, ali, na margem do rio Ping [estávamos em 1296]. Chiang Mai, a Cidade Nova ou a Rosa do Norte , hoje é a segunda maior cidade do país e o centro cultural da Tailândia. O nosso casamento na Tailândia na mídia Modestia a parte, o nosso casamento foi tão incrível que viramos fonte de matérias jornalísticas. Saímos na revista do jornal Agora , especial Dia dos Namorados (junho 2016), contando sobre a trilha sonora que marcou o nosso relacionamento e, consequentemente, escolhemos para o casamento: Jorge&Mateus. Esta é a décima e última parte de uma série de dez reportagens sobre os direitos da população LGBT do Sudeste Asiático, que revela os desafios da comunidade na região e destaca o trabalho corajoso dos ativistas.. No Wat Kreung Tai Wittaya, um templo budista em Chiang Khong, Tailândia, adolescentes transgêneros aprendem a ser mais “masculinos”. Compre produtos de Menina Salgada por internet. Temos biquÍnis conjuntos, saÍdas de praia versÁteis e mais. Faça seu pedido, pague-o online e receba onde quiser.

Minha experiência com SRS, parte 1: escolher um cirurgião

2019.09.22 00:34 taish Minha experiência com SRS, parte 1: escolher um cirurgião

Essa é a parte 1 de ?, sem periodicidade definida. #2: A cirurgia e os dias no hospital #3: O primeiro mês de recuperação
Este, como qualquer relato, se refere à minha experiência, com o meu cirurgião, nas minhas circunstâncias de saúde, anatomia, etc, e não é de nenhuma forma uma narrativa universal. Não custa lembrar: aversão à genitália natal ou não, desejo de SRS ou não, nada disso define ser trans.
Pra mim essa é uma das partes mais crueis da experiência trans: que a transição médica não seja estabelecida, equilibrada e disponível universalmente. Terapia hormonal? Terrível achar algum endo que acompanhe. E um que saiba o que tá fazendo? Tão difícil que cabe à gente saber mais de HRT do que eles. E não se trata de apontar dedos aos profissionais; mesmo se seguissem os protocolos mais decentes, ainda assim estaríamos tateando e procurando apoio em experiências coletadas na comunidade, porque a gente simplesmente não sabe. Não há estudos nem perto do suficiente pra apontar a melhor forma de fazer substituição hormonal em pessoas trans, então cada qual escolhe a abordagem preferida e espera ter feito o melhor.
Cirurgia transgenital? E essa então. Que bom que existe, puxa vida; desde os anos 1950 inclusive, e cuja técnica vem sendo aprimorada com o tempo. Mas as boas notícias eram essas. É uma cirurgia inacessível à maioria das pessoas trans, seja pela disponibilidade/espera do SUS, seja pelo preço de uma cirurgia particular (que se parar pra pensar, nem é tão cara; 40-50 mil é o que pedem por um carro. A diferença é que o veículo pode ser financiado em 365 vezes, diferente da cirurgia que salva e melhora a qualidade de vida de uma população.) E mesmo quando se pode pagar, existe a complexidade do quem. A quem entregar a chance singular de conquistar uma vida mais confortável no próprio corpo; o fato de que alguns resultados são melhores do que outros, seja do ponto de vista médico/ prático/ funcional, seja do estético, e que isso pode depender de dinheiro, é uma conclusão muito dolorida pra se chegar. E quem espera pelo SUS, nem (a ilusão?) da escolha tem.
Passei dois anos e meio na fila do no SUS. No convênio com o programa do hospital, a União paga duas cirurgias por mês, uma pra homens, outra pra mulheres; e na última vez que tive os dados, havia pouco mais de 60 mulheres aptas a operar na minha frente. Quer dizer, por baixo uns cinco anos. (No centro do país, passa de dez.) Essa demora era minha primeira angústia.
A segunda, e maior, era a falta de informação sobre a técnica usada na cirurgia. Nos encontros quinzenais, participavam psicólogos, psiquiatras e a enfermeira responsável pelo pós-cirúrgico, mas não tínhamos ninguém da equipe de urologia, responsável pela operação. Ficávamos sabendo nos corredores sobre as complicações dessa e daquela, sobre como não fazem pequenos lábios, nem fazem o capuz do clitóris, e como são apenas 2 noites no hospital, e que começaram a liberar as meninas no dia seguinte à cirurgia... E eu implodindo de ansiedade. Vendo colegas de grupo chegando com o texto "não me importa o que façam, o que eu preciso é tirar isso do meio das pernas", vendo os responsáveis por operar atendendo a esse mantra, e eu enlouquecendo brigando pra que tivessemos a melhor cirurgia possível, questionando a contratação de um cirurgião plástico que participe da cirurgia, como previsto na portaria do SUS. Depois de reivindicações organizadas e abaixo-assinados, houve encontros com a equipe de Urologia. Foram dois, mas o cirurgião responsável faltou a um deles, e só falamos com residentes. Não vou narrar aqui minhas impressões sobre os encontros, mas basta dizer que saí completamente abalada, e pior do que havia chegado, de ambos.
Foi um período péssimo: estar entre fazer uma cirurgia que eu considerava insuficiente pra mim, e na qual eu não tinha qualquer confiança, e desistir da cirurgia e manter o que me fazia infeliz e impedia qualquer vida romântica ou sexual. Que escolha, né? E depois eu me surpreendo por ter crises de pânico... Me sentia sendo puxada à força pra mentalidade "não importa o que fizerem".
(E então, será que importa? Pra ser justa: vi meninas lá felicíssimas com os resultados, com boas recuperações e funcionalidade /sensibilidade completa. Vi resultados muito bonitos; mas também vi fotos que me deixaram chocada, e conheci histórias de terror. Dia desses li um artigo no SciELO com estatísticas do ambulatório: em pesquisa com mais de 180 mulheres, aprox. 20% teve complicações. Ainda assim, o número de respondentes que se arrependeu da cirurgia foi zero. Dá o que pensar, né? Disforia não é bolinho. Será que importa, afinal de contas, quem vai fazer o procedimento em mim? Se eu vou ter pequenos lábios ou não? Eu me fiz muito essas perguntas nesse meio tempo.)
A imagem mental projetada no futuro acabou me apontando caminho. Ao pensar no dia da cirurgia a qual estava na fila, no momento de estar sendo levada pro centro cirúrgico, eu me via ansiosa, preocupada, com medo, e na melhor das hipóteses tendo que me contentar com a opção que me foi possível obter. Ao pensar numa cirurgia com um profissional que eu escolhi, me via acordando da anestesia repleta de esperança, alívio e alegria. Essa imagem foi minha guia até o dia da operação; quando ficava ansiosa sobre algum motivo, me perguntava como estaria me sentindo ao acordar da anestesia. Enquanto a resposta fosse aquele sentimento bom e quentinho e reconfortante me invadindo, eu sabia que tava tudo bem.
Então eu fui demitida do emprego onde estive por muitos e muitos anos, e apesar do terror que eu viveria pelos próximos seis meses, pude sacar um FGTS justo pra fazer a cirurgia, donde me surgiu a oportunidade que até então era totalmente nula.
Nesse período de expectativa pela cirurgia via saúde pública, explorei longa e dolorosamente a ideia de ser operada por uma equipe sem qualquer empatia, contato ou humanidade aparentes, tendo apenas uma forçada fé cega na eficiência técnica ao realizar o procedimento. Esse "trauma" fez com que o critério número um, e minha prioridade maior na escolha de um cirurgião particular, fosse a confiança. Eu precisava confiar que tava entregando minha vida na mão de alguém que se importa.
Sendo assim meu pensamento imediatamente se voltou às cirurgiãs americanas. Mulheres são mais empáticas, e algumas das melhores inclusive são trans. No entanto os preços lá são proibitivos pra minha realidade (e a de quase todos), além de filas de espera de três a quatro anos. O destino sempre a considerar é Tailândia; restringindo a Suporn e Chett, que tem vastíssima experiência, além de ótimos resultados. Mas não me sentia bem com a ideia de ser apenas mais uma estrangeira passando por ali, me achando meio anônima, e incomodava que, caso necessário, meu cirurgiâo estaria do outro lado do globo. Acho que são uma alternativa absolutamente válida, até por estarem entre os melhores do mundo; mas pessoalmente eu achei que não teria a tranquilidade e o cuidado que julgava necessitar psicologicamente.
(Porque não adianta: fazer uma escolha é eleger prioridades. Isso é parte daquela crueldade, também.)
Além disso, com o dólar pirando na batatinha, a função thai ficaria bem acima do que eu tinha. Isso significou que meu cirurgião estaria ou no Brasil, ou na Argentina. Fiz um levantamento, toda pesquisa que pude, e consultei com dois: o Fidalgo, da Argentina, e o Márcio aqui do Brasil. Do primeiro tive dois relatos em primeira mão, vi fotos, e ouvi só coisas ótimas. O Fidalgo é o 'pai' da SRS por lá e tem décadas de experiência. No trato, é um senhor querido, bonachão, tranquilo e simpático; e o preço que pedia era o mais baixo que encontrei. Já o Márcio, além de próximo geograficamente, não faz inversão peniana tradicional; oferece uma técnica que usa mucosa jejunal pra fazer o canal da vagina, que sempre me pareceu muito boa opção, por vários motivos. E me marcou muito que na consulta ele disse que usava a técnica que mais se aproximava "do que deveria ter sido desde nascença". Acho que cada pessoa tem seus "botõezinhos" e isso acionou o meu; é o que eu queria ouvir, a compreensão -- e o compromisso -- do porque eu tô fazendo essa cirurgia. Era o oposto do que eu tinha originalmente e bem o que procurava.
Por técnica e ethos, optei pelo Márcio. Não vi nenhuma imagem de resultado dele; sei que pra muitas isso é um absurdo, mas todo cirurgião diz que resultado depende do material original e da cicatrização, e eu boto fé -- já vi resultados de todos os tipos por aí, incluindo variações do mesmo profissional. Claro que é inegável que cada um tem sua técnica e estilo, e claro que a estética me preocupa, mas essa não era a prioridade. No fim das contas, acho que um pouco do "qualquer coisa desde que tirem o original" grudou em mim; eu estava ok em aceitar o que viesse, desde que fosse com alguém em quem eu confiasse que entende a minha necessidade, e faria o seu melhor. (E é evidente que isso é o que se espera de todo profissional, principalmente um médico, e especialmente um particular, mas vai vendo.)
O resto, bueno, é história em andamento. São ainda apenas oito semanas; vou esperar o lento desenrolar do desinchar pra fazer uma avaliação mais geral, mas estou satisfeita com minha escolha até agora, e a faria novamente (e talvez vá fazê-la em breve). Não posso dizer que acordei "da anestesia repleta de esperança, alívio e alegria" como desejava, porque acordar da anestesia é uma neblina mental que nussssa -- mas esse é o sentimento que vem comigo desde que despertei direito :) Em que pese essa ansiedade da longa fase de recuperação (em que vou indo muito bem obrigada), que exige psicologicamente pelas esperas e cicatrizações e restrições. Não vejo a hora de estar pronta, mas como me lembra minha analista, pra quem esperou uma vida, o que são mais uns meses?
Que fique claro: a mensagem desse post não é "escolha X", mas "escolha o cirurgião certo pra você". É preciso elencar prioridades, e ir onde o desejo e a confiança mandam. Esse processo é cheio de variáveis que não podem ser controladas, então pra não pirar, vale mesmo ir onde o coração manda. O que é preciso é estar confortável pra encarar o processo, porque a gente sabe como o psicológico interfere no físico, principalmente numa recuperação como essa.
E muita torcida e muita luta pra que toda pessoa trans no Brasil possa fazer a cirurgia transgenital se assim quiseprecisar, e escolhendo com quem. O processo transexualizador do SUS foi um importante avanço social conquistado, mas como está posto, é duramente insuficiente, e até antiético ao forçar um cirurgião específico (ou sua equipe de residentes). Ressarcir as pessoas trans que podem complementar o valor cedido pelo SUS (aqui 28-32 mil, fontes não-oficiais) daria mais agência à parcela que tem como compor o custo; diminuiria as filas de espera; geraria uma saudável competição que potencialmente pode baixar valores e incentivar o desenvolvimento técnico. Acredito que veremos sentenças judiciais favoráveis a esse entendimento da questão, à medida em que mais e mais pessoas denunciarem na justiça as esperas absurdas que se interpõem à normalidade e à recuperação do potencial de suas vidas -- direito garantido pelo próprio processo transexualizador do SUS.
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